Dia dos Povos Indígenas reforça importância de etnias

 
Celebrado no dia 9 de agosto, o Dia Internacional dos Povos Indígenas visa expressar o reconhecimento dos indígenas de diversas partes do mundo. A ocasião reforça a necessidade de visibilizar, diante da sociedade, a defesa da integridade física e cultural desses povos. Em consonância com esse dever, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) vem desenvolvendo desde 2012 uma série de investimentos em educação voltada à formação das etnias nativas da região.
 
A data foi instituída em 1995, durante uma Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo informações da entidade, a população indígena pelo mundo está estimada em aproximadamente 370 milhões. Enquanto que na América Latina há cerca de 45 milhões de indígenas, divididos em 826 comunidades, conforme identificou um estudo de 2014 produzido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).
 
Nesse cenário, a Uepa desenvolve ações afirmativas e inclusivas criadas para a expansão desse ensino, tais como a oferta do primeiro curso de Licenciatura Intercultural Indígena e da especialização Docência em Educação Escolar Indígena

Ofertada desde 2012, a primeira graduação busca formar professores para atuar no âmbito da Educação Básica. Atualmente, há cinco turmas (Tapajós Arapiuns, Kaiapó, Tembé-Gurupí, Munduruku e Asuriní do Trocará), lotados nos campi e municípios de Tucuruí, Marabá, Santarém, Paragominas, Oriximiná e São Félix do Xingu. Desde 2014, o curso é reconhecido pelo Conselho Estadual de Educação do Pará (CEE).
 
A especialização Indígena foi iniciada em março desse ano, com a oferta de três turmas: Gavião, com 20 alunos; Surui Aikewara, com 13 alunos; e Tembé Guamá, com 35 alunos. O objetivo da pós-graduação lato sensu é propiciar ao professor uma visão teórico-prática que possibilite ampliar a compreensão sobre a educação escolarizada em relação à educação indígena.
 
Um dos resultados práticos dessas ações ocorreu no dia 19 de abril de 2016, com a formação da primeira turma de professores indígenas da universidade. Os graduandos, representados por 72 índios, eram das etnias Tembé, Gavião e Suruí Aikewara
 
Texto: Marcus Passos
Foto: Nailana Thiely