Muito além da graduação: formação na Uepa também cria laços de afetos

 
De aluno a docente: a história de Átila está entrelaçada com a história da Uepa (Foto: acervo pessoal)


Com o compromisso de formar profissionais éticos e competentes para atuar na sociedade, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) não apenas recebe estudantes, em geral, recém-saídos do Ensino Médio, como também se torna um local de afeto e criação de laços. A rotina dos universitários é transformada com a presença dos acadêmicos em sala de aula e nas atividades de pesquisa e extensão desenvolvidas pelos cursos de graduação, em especial na área de saúde que, em geral, tem carga horária integral e variam entre cinco e seis anos, até a formatura.

Átila Magalhães, médico formado pelo campus XII da Uepa, em Santarém, não esconde o afeto que possui pela instituição. Ele conta que sempre sonhou em cursar Medicina na instituição, mas não foi aprovado de primeira. Ao invés de desistir, ele adiou sonho e começou o curso de Fisioterapia em São Paulo, como bolsista do Prouni, em uma universidade particular. Ainda assim continuou estudando para o vestibular da Uepa: “Minha família não tinha grana para pagar cursinho em São Paulo, então eu me virava com as apostilas que meus amigos já aprovados me doavam nas férias. Eu trabalhava como monitor na faculdade e nos intervalos eu aproveitava para estudar. Também estudava no ônibus. E à noite. E aos fins de semana”.

Todo o esforço foi recompensado com a aprovação no tão sonhado curso de Medicina, no campus da Uepa em Santarém. “Depois de tanto perrengue, de quatro anos tentando e da ajuda de muita gente, finalmente consegui ser aprovado na Uepa. Foi de longe um dos dias mais felizes de toda a minha vida”, relembra emocionado o professor. Sim, ele se tornou professor da Uepa, mas, muito antes disso acontecer, entre 2011 e 2017, ele viveu intensamente o curso da área de saúde. “Minha jornada de estudar Medicina na Uepa foi incrivelmente enriquecedora. A formação que recebi na universidade foi sólida e abrangente, preparando-me não apenas para ser um médico competente, mas também para compreender a importância da humanização na medicina”, defende Átila.

Ainda cursando Medicina, Átila participou de um concurso para uma vaga de professor de Fisioterapia na Uepa. Ele também fez mestrado e residência em neurocirurgia na instituição. Hoje, como parte do quadro docente da Uepa, Átila relembra que universidade foi importante não apenas para a sua formação como médico, mas também como professor: “Aprendi a importância do respeito pelos pacientes, da comunicação empática e da busca constante pelo aprimoramento profissional. Transmitir esses valores aos meus alunos é fundamental para que eles se tornem médicos não apenas habilidosos, mas também compassivos”.

“Com relação à formação, a gente entende que é especial, principalmente porque, quando o nosso acadêmico consegue chegar na população, chegar na comunidade, chegar no seu paciente, e saber como é a relação que ele cria com esse paciente, qual é o atendimento que ele pode desenvolver como é isso na prática, ele sai com certeza profissional mais habilitado para desenvolver suas atividades, profissional mais atencioso, profissional mais humano”, explica o professor Juarez sobre os diferenciais da formação na Uepa.

Para reafirmar o compromisso com as comunidades locais, o campus XII da Uepa, desenvolve atividades de atendimento para as populações locais. "Os nossos cursos têm um impacto social muito grande. A principal área de atuação do campus é na área da saúde e nós temos uma série de atendimentos que são realizados tanto na parte interna do campus como também na parte externa”, explica o professor Juarez de Souza, coordenador do campus.

Alguns dos atendimentos realizados para a comunidade são no ambulatório de Fisioterapia, no ambulatório de telessaúde, que realiza atendimentos a distância, como na comunidade de Arapixuna, atendimentos de Enfermagem, nos programas dentro das unidades básicas de saúde, atenções clínicas. Também são desenvolvidas atividades para a comunidade nas áreas de Educação Física e Música.

Seleção

Este ano, a Uepa oferta mais de oitocentas vagas na área de saúde com os cursos de Medicina, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Biomedicina, Saúde Coletiva, Fonoaudiologia, Enfermagem e Educação Física. As vagas estão distribuídas na capital, Belém, e nos municípios de Santarém, Marabá, Tucuruí, Altamira, Conceição do Araguaia e Parauapebas.

Estudantes que estão concluindo ou já concluíram o Ensino Médio e estão inscritos para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos próximos dias 5 e 12 de novembro, podem se inscrever, até o dia 9 deste mês, no Processo Seletivo 2024 da Uepa para concorrer a uma das vagas ofertadas e, assim como o Átila, mudar a sua realidade. As inscrições são feitas, exclusivamente, pela internet.

Histórias como as do Átila são exemplos que mostram como a relação dos estudantes com a universidade estadual é moldada por uma mistura de afeto e compromisso com a comunidade, resiliência diante das adversidades e a busca por soluções inovadoras. Essa relação é enriquecedora à medida que os estudantes se tornam agentes de mudança na realidade da qual fazem parte.

 

Texto: Marília Jardim (Ascom Uepa)
Fotos: Acervo pessoal e Marília Jardim (Ascom Uepa)