Uepa realiza Pesquisa Epidemiológica Institucional

 

 

A Universidade do Estado do Pará (Uepa), pensando em novas estratégias de enfrentamento da pandemia do novo Coronavírus, lança nesta segunda-feira, 29 de junho, a Pesquisa Epidemiológica Institucional, para o desenvolvimento de um diagnóstico situacional da prevalência do vírus na comunidade acadêmica. Para participar, basta ter uma conta no Gmail e preencher o formulário. A pesquisa ficará disponível até o dia 13 de julho.

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A Pesquisa segue as orientações do Ministério da Saúde (MS) e do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), e foi estruturada para atender a um dos objetivos institucionais presentes na Portaria Nº1218/20, que institui a Comissão responsável pelos estudos e recomendações de ações de Biossegurança e Infraestrutura. A intenção é compreender o cenário de infecção do novo Coronavírus em todos os 21 campi da Uepa, distribuídos em 17 municípios do Estado do Pará, a partir das respostas dos servidores, alunos e professores de todos os cursos da Univesidade.

“Além de o inquérito nos apontar se a Covid-19 avança em determinada área e isso facilitar a execução das medidas de controle, iremos estudar o perfil socioeconômico da população pesquisada, cruzando essas informações com outros dados locais e regionais, gerando mais informações qualificadas que irão servir de base para a implementação de outras politicas públicas intercomplementares para a melhoria de vida da população, bem como possibilitar estudos acadêmicos sobre a pandemia e os prováveis fatores condicionantes que naquela região favoreceram ou não a infecção na população”, afirmou o reitor da Uepa, Rubens Cardoso.

Os resultados buscam extrair elementos relevantes para subsidiar decisões institucionais sobre a proteção da saúde dos servidores e acadêmicos da Uepa, considerando, primeiramente, o desenvolvimento e o engajamento ético, que é inerente ao desenvolvimento científico e tecnológico. 

“A pesquisa é mais um instrumento desenvolvido pelo comitê de Biossegurança e Infraestrutura, cujo objetivo maior é a preocupação com a vida da nossa comunidade acadêmica. Em particular, a pesquisa epidemiológica busca compreender o cenário atual da Covid-19 na comunidade acadêmica, identificando o nível de prevalência institucional em nossas diversas categorias, ou seja, qual a proporção de pessoas que em algum momento foram diagnosticadas com a doença ou apresentaram sintomas compatíveis”, comentou o economista, coordenador do curso de Relações Internacionais da Uepa e responsável pela análise de dados da Pesquisa Epidemiológica Institucional, professor Heriberto Pena.

A preocupação da Comissão de Biossegurança e Infraestrutura da Uepa é garantir ações efetivas, utilizando a ciência na resolução do trade-off , expressão que, neste caso, resume a escolha entre os recursos limitados perante as necessidades ilimitadas durante a pandemia. Portanto, o questionário busca extrair indicadores de natureza epidemiológica, social e de infraestrutura. As perguntas objetivam, por exemplo, medir a taxa de prevalência para considerar a probabilidade estática de uma pessoa pertencente à comunidade da Uepa ser afetada pela doença em determinado momento. Posteriormente, será avaliada a taxa de incidência para identificar mudanças do estado de saúde da comunidade e, para finalizar, os indicadores sociais e de infraestrutura ajudarão a entender como a comunidade acadêmica está se adaptando aos novos problemas associados à pandemia do novo Coronavírus.

“O inquérito trará um panorama da situação dos campi nos municípios, do interior e da capital, onde a Uepa atua. Sendo assim, eu acredito que teremos situações heterogêneas, dependendo do município estudado, alguns se apresentarão com maior prevalência da Covid-19 e outros com baixa prevalência, podendo resultar em análises e recomendações diferentes. Dessa forma, somente após termos os resultados dos questionários é que teremos como subsidiar tais informações para a tomada de decisão com total segurança institucional pela Reitoria da Universidade”, ponderou o coordenador da Comissão de Biossegurança e Infraestrutura da Uepa, professor Pedro Vasconcelos.

Participação de todos

A pesquisa busca ampliar o entendimento do cenário atual da Covid-19 na Instituição, a partir de uma análise da diversidade do retrato social que a comunidade acadêmica e administrativa da Uepa representa e, concomitantemente, ampliar e qualificar as ações da Comissão de Biossegurança e Infraestrutura buscando essencialmente a preservação da saúde de todos que representam a Universidade e, consequentemente, seus familiares.

O questionário da Pesquisa Epidemiológica foi construído e aperfeiçoado a partir da opinião dos membros tanto área da saúde vinculados ao Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), quanto de outras áreas de conhecimento, a exemplo dos professores do Centro de Ciências Naturais e Tecnologia (CCNT) e do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE), para expandir as possibilidades da coleta de dados em todos os campi da Uepa, assinalando, portanto, o compromisso na tomada de decisões da Reitoria da Universidade de forma conjunta e consensual com os colegiados docentes da Instituição.

Pesquisa pode ajudar no retorno às aulas

O resultado dos dados coletados permitirá extrair um entendimento multidisciplinar e interdisciplinar para minimizar a matriz de risco setorial, que associada a variáveis de controle epidemiológico monitoradas pelo Governo do Estado do Pará, poderá, portanto, subsidiar um retorno gradual as atividades acadêmicas presenciais.

“Após a participação da Uepa em reuniões da Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais), onde participaram 41 universidades, pude perceber que os problemas enfrentados pelas instituições de ensino superior brasileiras são os mesmos no âmbito da pandemia do Coronavírus e a Pesquisa Epidemiológica Institucional vai nos ajudar a subsidiar o planejamento pedagógico e administrativo da Instituição para o decorrer do ano, haja vista que a Pesquisa tratará de pontos que envolvem o nível de dificuldade de acesso às tecnologias da comunidade acadêmica da Uepa para que, dessa forma, possamos assumir ações mais assertivas, além de outras questões que poderão ser detectadas ao final da investigação para a construção de uma estratégia para a volta às aulas presenciais de forma gradativa”, comentou a pró-reitora de Graduação da Uepa, Ana da Conceição Oliveira.

Enquanto isso, a comunidade discente da Uepa aguarda as próximas ações da Instituição com relação ao retorno às aulas ou a possibilidade de novos formatos pedagógicos que permitam o cumprimento do calendário acadêmico do ano de 2020. “Essa pesquisa traz embasamento para certas decisões, quanto à situação de saúde dos alunos, visto que gera um dado importante sobre o contato domiciliar dos discentes, sintomas, situação de fragilidade, deslocamento, renda, espaço da casa, entre outros indicadores que podem permitir uma análise da real situação do vírus e a infecção do mesmo na comunidade acadêmica, portanto, espero que possa subsidiar dados para a criação de estratégias para que possam cumprir nosso calendário acadêmico deste ano, seja de forma presencial ou remota” disse o discente sétimo semestre do curso de Medicina da Uepa, Daniel Kahwage.

Texto/ Foto: Daniel Leite Jr.