O Núcleo de Pesquisa Culturas e Memórias Amazônicas (Cuma) celebrou hoje, 23 de outubro, seus 22 anos de atuação com a abertura do XX Seminário Cuma, realizado na Sala de Recitais do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE), no Bloco IV da Universidade do Estado do Pará (Uepa). Com o tema A Amazônia nasce sob a égide do mito, o encontro reuniu pesquisadores, estudantes e convidados para refletir sobre as mitopoéticas, memórias e narrativas que formam o imaginário amazônico e sustentam a diversidade cultural da região.
A programação teve início às 9h, com uma interferência poética que antecedeu a mesa de abertura. Em seguida, o debate conduzido pelas professoras doutoras Bel Fares e Renilda Rodrigues-Bastos e pelo professor doutor José Guilherme Fernandes, deu o tom do evento ao propor um diálogo entre a tradição mítica e as produções acadêmicas contemporâneas sobre o tema.
No fim da manhã, as professoras Dia Favacho e Mayara Rodrigues abordaram Os caminhos da construção de um campo de estudo e pesquisa: Poéticas orais e sua referência na Universidade do Estado do Pará, destacando o papel da instituição na consolidação de pesquisas que valorizam as expressões orais e simbólicas da Amazônia. O primeiro ato encerrou-se com uma apresentação musical de voz e violão, conduzida por Adson Baía.
Durante a tarde, o seminário retomou as atividades com a mesa A Literatura Infantil e Juvenil em diferentes tempos e espaços: pesquisas na Amazônia, que contou com a participação de docentes e pesquisadores como Danieli Pimentel, Délcia Pombo, Eliete Solano, Luiz Guilherme, Marco Antônio e Renilda Rodrigues-Bastos, sob coordenação de Bel Fares. Após o tradicional café e conversa, o evento encerrou-se com o ato Poéticas Amazônicas (Griot), uma apresentação que reuniu poesia, performance e memória, coordenada pela professora Renilda Rodrigues-Bastos e protagonizada por integrantes do Cuma, entre eles Beatrys Costa, Brenda Gonçalves e Dia Favacho.
Ao longo do dia, o clima foi de celebração, afeto e reconhecimento da trajetória do núcleo, que há mais de duas décadas se dedica a estudar, preservar e compartilhar as culturas e memórias amazônicas em suas múltiplas formas de expressão.
Texto e foto: Fernanda Martins, jornalista (Centro de Ciências Sociais e Educação - CCSE/Uepa)