Gestão da Uepa avança com proposta de reestruturação administrativa

Enviado por Marilia Jardim em Qua, 21/05/2025 - 11:03

A Universidade do Estado do Pará (Uepa), por meio de sua gestão superior, tem acompanhado o processo de expansão universitária vivido ao longo da última década e, com o compromisso de se consolidar como uma instituição de excelência, iniciou os estudos para atualização de sua estrutura organizacional. Regulamentada pela Lei nº 6.828, de 2006, a atual estrutura da Universidade passou a ser objeto de revisão por meio de uma comissão criada com esse propósito.

O presidente da comissão e titular da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), professor Jofre Freitas, explica que, entre 2022 e 2024, foram realizadas reuniões e coleta de sugestões com o objetivo de propor uma nova estrutura universitária mais adequada à realidade atual da instituição. O processo também envolveu diálogos com servidores de outras universidades que já passaram por reestruturações semelhantes, como a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

Entre as principais propostas debatidas está o desmembramento da atual Pró-Reitoria de Gestão e Planejamento (Progesp) “em três unidades distintas: Pró-Reitoria de Administração, Pró-Reitoria de Planejamento e Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas”. Também está prevista a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, com foco no reconhecimento e valorização da diversidade no âmbito da Uepa. Além disso, a comissão propôs a criação de novas diretorias e coordenações nas demais pró-reitorias, com o objetivo de promover uma gestão mais moderna, eficiente e alinhada às demandas atuais da Universidade.

Outro ponto central da proposta é a extinção dos departamentos – hoje considerados as unidades básicas da estrutura universitária – e a reestruturação dos campi do interior, com foco na descentralização administrativa e pedagógica. A ideia é ampliar a autonomia dessas unidades, sobretudo em relação às coordenações de cursos que, atualmente centralizadas na capital, enfrentam dificuldades para acompanhar os cursos ofertados no interior. “Campi como os de Marabá e Santarém têm estrutura equivalente à dos centros da capital, mas não contam com todos os cargos necessários para uma gestão eficiente. Por isso, sugerimos que esses campi passem a contar com estruturas semelhantes às dos centros da capital”, explica o professor Jofre.

Segundo ele, a proposta está 90% concluída. Após os ajustes finais, o documento será disponibilizado para consulta pública da comunidade acadêmica, que poderá apresentar contribuições. Em seguida, a versão final será encaminhada à Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) para apreciação e aprovação.

“Com essa reestruturação, buscamos não apenas modernizar a Uepa e adequá-la ao seu atual estágio de crescimento, mas também consolidar uma gestão mais eficiente, transparente e comprometida com os princípios da educação pública de qualidade. Trata-se de um passo estratégico para fortalecer o papel social, econômico e cultural da Universidade junto à população paraense”, conclui o professor Jofre.

Texto: Marília Jardim, jornalista (Assessoria de Comunicação - Ascom/ Uepa)

Foto: Sidney Oliveira, fotógrafo (Assessoria de Comunicação - Ascom/ Uepa) e divulgação