Valores olímpicos inspiram alunos de Educação Física

Enviado por Guaciara Freitas em Ter, 30/07/2024 - 13:18


O clima dos jogos olímpicos sempre traz à tona várias reflexões coletivas sobre o potencial educativo do esporte, que se reflete em atitudes e valores para um convívio mais saudável, em diversos aspectos, na vida de todos em sociedade: disciplina, respeito, união, ética e atenção ao outro, por exemplo.

 

No Pará, o curso de Educação Física da Universidade do Estado Pará (Uepa) existe há 54 anos e é o mais antigo dessa área, no estado. Nesse percurso, tem promovido os valores do esporte, e porque não dizer, o espírito olímpico, por meio do ensino, da prática esportiva e das atividades físicas, que envolvem não apenas a comunidade acadêmica da universidade, mas se estende à população em geral, por meio de ações de extensão, que em Belém, por exemplo, já fazem parte da história de muitas pessoas, que, por exemplo, aprenderam a nadar na piscina da Escola de Educação Física. 

 

Como coordenador do curso de Educação Física, Smayk Barbosa Sousa destaca a importância do “olimpismo” e da filosofia olímpica para a vida. Segundo o professor, os princípios do olimpismo são fundamentais, vão além dos ambientes esportivos, influenciando positivamente a vida de cada pessoa. Ele explica que os primeiros registros das olimpíadas surgiram há mais de dois mil e setecentos anos, com intuito de promover o esporte e declarar o melhor guerreiro, o melhor soldado numa determinada modalidade. 

 

"Na Grécia Antiga todos os atletas praticavam esportes sem vestimentas, sem roupas. Tanto é que as mulheres não podiam participar. Eram só homens, por isso, aquelas estátuas sem vestimentas, a própria estátua da educação física com o corpo de um homem nu, não é um culto ao corpo, e sim, devido aos jogos e ao fato deles não terem as vestimentas apropriadas. A Olimpíada se tornou tão importante para o mundo, porque ela chega a parar guerras. Observe que a bandeira olímpica está ali significando um momento de paz, nela está a união dos cinco continentes que são representados pelos anéis”, resume o professor.

 

Para os profissionais da área da educação física, seja os que se formaram na licenciatura e atuam dentro das escolas, seja os bacharéis, que costumam trabalhar em academias ou como preparadores pessoais, os jogos olímpicos têm vários significados, "educacionais e profissionais, que acabam  movendo sentimentos valiosos para o desenvolvimento do ser humano e do cidadão”, avalia o coordenador do curso de Educação Física.

 

Professor Smayk detalha que existem três tipos de esporte: participativo, educacional e de rendimento. A Olimpíada reúne esportes de rendimento, porque “o atleta que disputa os jogos, não prevê só saúde, ele busca a vitória. Além disso,  os jogos olímpicos refletem um aspecto científico, porque a ciência está presente com as pesquisas realizadas por vários profissionais da área de fisiologia, por exemplo, que estão envolvidos no treinamento esportivo e no desenvolvimento das modalidades, do início ao fim".

 

JICEF 


No mês de junho o Campus III da Uepa sediou a IX edição dos Jogos Internos do Curso de Educação Física (JICEF), organizado pelos alunos e apoio da coordenação do curso. Mais de 200 alunos participaram em modalidades como tênis de mesa e de quadra, natação, atletismo, futsal, basquete e handebol, compartilhando dos valores olímpicos.

 

Aluno do segundo ano da graduação em Belém, Carlos Eduardo Romeiro  foi um dos participantes e contou o quanto é importante e prazeroso aprender e estudar educação física. "Escolher Educação Física na Uepa sempre foi a minha primeira opção desde que comecei a pensar no vestibular. Sempre fui apaixonado por esportes, então foi fácil decidir onde estudar. Quando visitei o campus pela primeira vez, fiquei impressionado com o seu tamanho, as piscinas, as quadras e o ginásio. Era tudo muito impressionante. Após iniciar o curso e vivenciar essa experiência, descobri que estava no lugar certo. São muitas áreas, e a maior parte delas envolve trabalhar e ajudar pessoas, o que eu amo fazer". 

 

Ao entrar no curso, o aluno afirma ter tido um choque de realidade com a vastidão do currículo e a quantidade de áreas diferentes dentro da Educação Física. "É incrível ver como podemos atuar em diferentes áreas e locais de trabalho, seja em escolas, academias, clubes esportivos ou centros de reabilitação, hospitais e até mesmo em universidades". 

 

Como aluno do curso de Educação Física, ele disse estar ansioso para assistir às Olimpíadas, porque será uma oportunidade única de observar as várias modalidades esportivas que tem estudado e praticado diariamente. Carlos Eduardo ressaltou que, como um futuro educador físico, assistir às Olimpíadas ajuda a refletir sobre as vivências, aulas e conteúdos que antes ele não conhecia, como as regras, esportes novos, a preparação dos atletas e das comissões. “Além disso, as Olimpíadas são uma fonte de aprendizado e inspiração para buscarmos a excelência em nossa formação", conclui o estudante.

 

Curso de Educação Física

A Escola Superior de Educação Física homenageia o professor Nagib Matni, responsável por grande parte da implantação e administração da graduação, sendo mentor da estruturação que compõe até hoje o curso de Educação Física. Atualmente, além da licenciatura, o curso também oferta a habilitação em bacharelado, com sede em Belém, no campus III. 

Em sete polos pelo programa Forma Pará, o curso de Licenciatura em Educação Física formou alunos no primeiro semestre deste ano nos municípios de Melgaço, Gurupá e Benevides, onde foram entregues 107 profissionais graduados para estas localidades. No bojo desse programa, o curso possui turmas nos municípios de Tracuateua, São Francisco do Pará, Capitão Poço e Terra Santa com um total de 159 discentes. 

 

Entre as disciplinas do curso de Educação Física estão: natação, vôlei, karatê, basquete, ginástica artística, handebol e futebol, entre outras modalidades que fazem parte dos esportes das Olimpíadas e que também são ofertadas como modalidades esportivas à comunidade, por meio de diversos serviços de extensão . 

 

Texto: Diane Maués, jornalista (Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS), Laura Serejo, estagiária de jornalismo (Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS), com edição de Guaciara Freitas, jornalista (Assessoria de Comunicação - Ascom/Uepa).

Foto: Sidney Oliveira, fotógrafo (Assessoria de Comunicação - Ascom/Uepa).